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Impressões preliminares. Sobra espaço. Há muito gramado. Os terrenos são enormes. Mesmos as casas pequenas possuem grandes áreas, geralmente preenchidas com “pasto”. Fico pensando o quanto tempo não desprendem para deixa-lo aparado. Vindo de uma cidade como São Paulo, que mesmo nas periferias mais distantes, as construções são todas reduzidas e aglomeradas, fico pensando se aqui a questão da terra é um problema tão grande.

A resposta, parcial e temporária, é que o Uruguai, mesmo sendo pequeno,  é um país que não sofre de problema de  superpopulação. E o que é ainda mais particular, sua capital, seu maior centro urbano, não tem um problema de superpopulação. É um índice atual e histórico. Uruguai sempre teve baixa densidade demográfica.  Recentemente, devido a crises economicas, uma evasão de jovens para outros países acentuou a situação.

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Chegando em Montevideo

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Chegada em Montevideo. Fico na casa de um amigo que diz viver num bairro afastado de periferia. Crio na cabeça a imagem um lugar parecido com uma favela. Não necessariamente um morro com barracos, mas um bairro com pouca estrutura, pobreza, lixo e cheio de pessoas pela rua.

Chegando em Lezica, um cenário com muitas árvores. Ruas largas, casas com amplos terrenos, gramados e jardins bem cuidados. Apesar de ter visto pela janela do ônibus lugares com mais pobreza, a maioria aparentava condições muito boas de vida. Aos olhos de um brasileiro, Lezica seria um bairro de classe alta, nunca de trabalhadores, como Mario afirmava ser.

Lezica fica ao norte de Montevideo, longe do centro, no limite da área urbana. É um bairro bastante residencial. Tranquilo, com idosos andando pelas ruas, um clima muito fresco e agradável. A casa que fico está dentro de uma “vivienda”, um conjunto residencial construído através de cooperativa de construção, nos anos 70. Aparenta uma coisa de subúrbio americano, com terrenos bem planificados e jardins sem cercas.

A casa é um sobrado, com dois quartos, cozinha, banheiro e quintal com parreiras. Por todo o bairro as casas têm pequenas parreiras, que são resquício das antigas fazendas de uvas que existiam na região.

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Pela janela do ônibus

Viagem para Porto Alegre. De ônibus. Não só porque tenho aversão à avião e à aeroportos, mas porque por terra consigo ver as mudanças na paisagem, e sentir o tempo da viagem. Doze horas São Paulo Porto Alegre. De Porto Alegre mais doze horas até Montevideo. Pela janela consigo ver a vegetação ficando cada vez mais plana, mais gramínea, com mais com mais araucárias.

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Na parada para comer, lá pelas 6h da manhã, em uma típica lanchonete familiar de beira de estrada, a decoração anuncia o Natal. É novembro. Um cenário típico que depois não irei mais ver. Num país laico como Uruguai, são poucos os que se preocupam com luzinhas e árvores de Natal.